Fototeca: Estudo de Caso

Evidência do Problema

Ao trabalhar na manutenção diária do site da Fototeca de Pindamonhangaba percebi que o mesmo não é totalmente responsivo, o que dificulta o acesso dos usuários, tendo como a melhor opção o acesso através do desktop. Além da responsividade, entendi também que existem outras melhorias a serem aplicadas no projeto, entre elas:

Com esse insight, resolvi projetar um estudo de caso para entender a opinião dos usuários, suas experiências e expectativas com o site e para validar/invalidar hipóteses e analisar possíveis melhorias a serem implementadas.

Veja abaixo os prints do site antes do meu estudo de caso.
No final dessa página você terá acesso a minha solução em forma de protótipo de alta fidelidade.

O Projeto

O projeto foi desenvolvido utilizando a metodologia de Double Diamond (Diamante Duplo) do Design Thinking.
Eu escolhi esse método por duas razões:

Escopo do Projeto

A metodologia Double Diamond é composta por 4 fases principais, são elas: Descobrir, Definir, Desenvolver e Entregar. Para que o projeto funcionasse da melhor forma possível, criei no trello todas as fases.

Fase 1: Descobrir

Essa fase tem como objetivo a pesquisa e análise. Nela eu fiz o brainstorm e logo em seguida criei a matriz CSD, o desk research e as pesquisas quantitativas e qualitativas.

Através da observação e análise dos insights da pesquisa pude analisar e concluir os pontos de melhorias a serem inseridos no projeto.

Nessa etapa eu pude trabalhar a criatividade na elaboração de ideias para possíveis soluções e melhorias para o site. É importante lembrar que agora é o momento certo para liberar a imaginação. Se sentir travado ou com medo de propor uma ideia não é uma opção.
Essa chuva de ideias proporciona insights ricos e inovadores para o projeto.

Abaixo é possível visualizar algumas ideias do meu brainstorm:

No futuro, após pesquisas qualitativas e quantitativas, pude validar as boas ideias e definir partes do projeto.

Como a matriz CSD é um framework voltado para ajudar o designer na resolução de problemas, entendi que ela seria útil nessa etapa do processo. Em resumo, para criar os dados da matriz, respondi as seguintes perguntas: O que nós já sabemos a respeito? Quais são as nossas hipóteses? (o que supomos saber?) e O que não sabemos sobre? (quais perguntas poderiam ser feitas?).

Esse é o momento ideal para levantar hipóteses e dúvidas para as pesquisas, que serão sanadas durante os questionários.

Abaixo é possível visualizar algumas certezas, suposições e dúvidas da minha matriz CSD:

Certezas:

Suposições:

Dúvidas:

Com o brainstorm realizado e a Matriz CSD criada, pude iniciar o processo de pesquisa.

Nesse método de pesquisa, pude coletar informações pré-existentes publicados por terceiros sobre um determinado assunto para que a análise e a decisão em cima dos dados seja tomada de forma estratégica. Isso funciona porque ao longo do processo, surgem insights que ajudam na interpretação dos padrões dos principais comportamentos dos usuários.

Na Fototeca coletei informações de 1 ano de acesso ao Google Analytics, dados do IBGE e pesquisa de concorrentes.

Alguns dados importantes encontrados no Google Analytics:

Alguns dados importantes encontrados no IBGE e HandTalk (Site de tradução automática para linguas de sinais):

Abaixo é possível ver o comparativo entre as 3 principais deficiências encontradas na pesquisa:

Com a Matriz CSD e o Desk Research finalizados, comecei a trabalhar a pesquisa externa. Separei a pesquisa em 2 grupos:

Grupo 1: Stakeholders
Grupo 2: Usuários comuns: Alunos, professores e moradores da cidade e estados próximos.

Algumas análises da pesquisa quantitativa com o público geral:

As respostas das pesquisas qualitativas não poderão ser inseridas aqui por questão de confidencialidade.

Com as respostas, comecei a observar e analisar os dados. Nesse processo pude comparar com dados anteriores da Matriz CSD e Desk Research com os dados da pesquisa externa.

Fase 2: Definir

Essa fase tem como objetivo buscar os resultados das análises da fase anterior e aplicar na construção de personas, mapas de empatia, análise competitiva de acordo com as 10 heurísticas de Nielsen, a jornada de usuário, o sitemap e a conclusão e análise de pontos de melhorias.

Após a análise e os insights de toda a pesquisa, eu tive uma ideia melhor de quem são os atuais usuários e quem poderá vir a ser parte desses dados. Para transferir os usuários de apenas números e em um modelo de pessoas reais, criei personas.

Acredito que elas ajudam o designer a olhar o projeto com mais humanidade, não só números.

Exemplo de uma persona criada no projeto: Jonathan Moraes, tem 37 anos.

Comportamentos e Hábitos:

Objetivos e Desafios:

A persona do projeto tem diversas informações, criei 5 no total.

Ao entender melhor o perfil dos usuários do site como persona, criei um mapa de empatia para compreender melhor seus comportamentos e seus hábitos no geral. E para que pessoas que não puderam participar do processo anterior de criação, tenham uma ideia melhor do público. O mapa de empatia é um documento focado nos sentimentos, dores e ganhos do usuário respondendo perguntas como: O que o usuário fala/faz? O que o usuário ouve/escuta? Quais são suas dores? Quais são suas motivações?

Exemplo do mapa de empatia do Jonathan criado no projeto:

FALA & FAZ (Comentários, comportamentos):

DORES (Frustrações, obstáculos):

OUVE & VÊ (O que a família/amigos dizem):

MOTIVAÇÕES (Necessidades, objetivos:

Construí 5 mapas de empatia no total.

Após estabelecer as personas do projeto, suas características principais, suas dores e motivações, eu fiz uma análise competitiva para entender o que os concorrentes diretos e indiretos estão fazendo de positivo e analisar se é válido inserir no projeto.

Fiz a análise utilizando as 10 heurísticas de Nielsen. Ela ajuda o designer a analisar as funcionalidades, performances e objetivos dos sites citados anteriormente.

Fiz a análise competitiva com 3 empresas, abaixo é possível visualizar uma das análises:

A Jornada do Usuário faz o mapeamento do processo de interação entre o usuário e o site. Ele percorre o caminho detalhado que o usuário faz para atingir determinado objetivo. Na jornada criei os objetivos do usuário, suas ações, seus pensamentos e suas emoções.

Deixei o usuário no centro das atenções, ele é o protagonista e o meu papel é criar a história ilustrada pelo ponto de vista do protagonista.

Ao escolher as personas que serão utilizadas na jornada do usuário, é necessário responder perguntas como: “Qual experiência pela qual a sua persona está passando e interagindo?” e “é um produto novo ou uma nova atualização?”.

A partir desse momento, foi possível estabelecer o cenário do ponto A ao ponto B que a persona irá percorreu.

Etapas de interação da Jornada do Jonathan:

Para criar o Sitemap retornei às etapas anteriores, li novamente os documentos e organizei exatamente os requisitos que foram validados para implementar no site. Após essa nova análise, é compreendi melhor os resultados.

Clique na imagem para ver em tamanho real. Utilize o recurso de ZOOM para visualizar melhor. 😉

Fase 3: Desenvolver

Essa fase tem como objetivo o primeiro momento do desenvolvimento, a criação do sketch (desenhos) das telas e a escolha de tipografia e cores.

Fase 4: Entregar

Essa fase tem como objetivo a entrega do protótipo de alta fidelidade, a análise dos pontos levantados pelo cliente e a inserção dos pontos de melhoria, caso seja entendido que é essencial para o projeto.

Abaixo você pode observar como os slides da página inicial serão apresentados.

O projeto está em andamento, mas você pode ver no figma abaixo.

Utilize o mouse para aumentar e/ou diminuir as telas do arquivo abaixo: